Temer escolhe Raquel Dodge para comandar PGR.

O mandato de Janot termina em setembro.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O presidente Michel Temer escolheu nesta quarta-feira, 28, a procuradora Raquel Dodgepara o comando da PGR, em substituição a Rodrigo Janot. O mandato de Janot à frente da PGR termina em setembro.

A subprocuradora é a primeira mulher a ser nomeada para a PGR. Ela será submetida a sabatina no Senado e precisará ter a indicação aprovada pelos senadores antes de ser oficializada no cargo.

Raquel Dodge está no MPF desde 1987,  atua junto ao STJ em processos da área criminal. Também possui experiência em assuntos relacionados à defesa do Consumidor. 

http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI261170,91041-

Parabéns à Raquel Dodge, colega guerreira, séria e competente!!!

 

É hoje o dia!

Eleição definirá lista tríplice para a sucessão de Janot na PGR

Escolha pode ter influência na Lava-Jato e nas investigações sobre o presidente Michel Temer

 postado em 27/06/2017 06:01 / atualizado em 27/06/2017 07:04

 Luana Melody Brasil – Especial para o Correio

Minervino Junior/CB/D.A Press

Alçada nos últimos anos a um dos cargos mais poderosos do país, a chefia do Ministério Público Federal muda a partir de hoje. Os três nomes mais votados pelos procuradores, em eleição que termina no início da noite, vão formar a lista de candidatos à sucessão do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Interlocutores da Procuradoria-Geral da República têm sinalizado que essa é uma disputa sem precedentes na história do órgão, tendo em vista as divisões políticas resultantes do destaque conquistado por Janot em vários processos, principalmente nas recentes acusações envolvendo o presidente da República, Michel Temer, justamente quem nomeará o futuro chefe da PGR. Os subprocuradores Raquel Dodge e Mario Bonsaglia são os mais cotados ao cargo. Nicolao Dino e Sandra Cureau também disputam uma vaga na lista tríplice que será enviada ao Palácio do Planalto.

Os oito candidatos participaram dos debates promovidos em cinco capitais pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que organiza o pleito. Todos os postulantes concordaram nos encontros que, havendo indícios de crimes praticados pelo presidente Michel Temer no exercício do mandato, cabe ao procurador-geral da República instaurar a investigação.
Mesmo assim, há candidatos que têm maior simpatia do Planalto e dos caciques do PMDB, partido de Temer. Raquel Dodge é certa como um dos nomes da lista. Isso porque ela tem um perfil mais moderado, ao contrário de Janot, e tem feito críticas ao que classifica de excessos nas investigações da Lava-Jato. Dodge está na disputa desde 2005, recebeu 402 votos em 2015. Outro nome que se tornou favorito no Planalto e entre aliados de Temer é o de Mario Bonsaglia, que, assim como Dodge, é considerado aberto ao diálogo.
Por sua vez, Nicolao Dino é o nome preferido de Rodrigo Janot e daqueles que apoiam o atual procurador-geral da República. Dino, que é também vice-procurador-geral eleitoral, defendeu que havia “elementos robustos” para a cassação da chapa Dilma-Temer na ocasião do julgamento do TSE. Os subprocuradores Carlos Frederico, que fez oposição a Janot na última eleição, Franklin Costa e Eitel Santiago são considerados surpresas na disputa deste ano.
A decisão de qual dos três nomes da lista vai comandar o órgão ficará nas mãos de Michel Temer, o que tem preocupado o Ministério Público sobre possíveis interferências nos rumos da Operação Lava-Jato. Isso porque, ao longo de seus dois mandatos, a forma como Janot conduziu os processos ampliou críticas de dezenas de políticos investigados pela Polícia Federal e pelo MP.
Michel Temer não é obrigado a escolher o primeiro nome da lista. É possível, inclusive, que o presidente descarte as opções da lista tríplice e nomeie alguém de sua preferência. Por outro lado, essa atitude romperia a tradição das eleições da PGR, ocorridas nas gestões dos presidentes Lula e Dilma, de nomear o mais votado para o cargo.
Em março, Temer chegou a declarar que analisaria a lista, mas que não havia previsão constitucional que o obrigasse a segui-la. No entanto, de acordo com o presidente da ANPR, José Robalinho, o peemedebista garantiu que vai respeitar a escolha dos procuradores. “Eu confio na palavra do presidente. A lista tríplice do MPF existe há uma década, é um processo consolidado no país.”

E Robalinho acrescentou: “O presidente tem o crivo para escolher um dos três candidatos indicados pelos procuradores. Ainda que o nome com mais votos indique maior representatividade em meio à categoria, não é uma expectativa que, obrigatoriamente o primeiro nome da lista seja o indicado à sucessão”.

Colaborou Renato Souza.

 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2017/06/27/internas_polbraeco,605118/quem-vai-ocupar-o-lugar-de-janot-na-pgr.shtml

Saiba o que pensam os candidatos à sucessão de Rodrigo Janot na PGR. Leia entrevistas com os 8 candidatos à lista tríplice da PGR Sucessão na PGR não afetará Lava Jato, dizem candidatos.

 e 
26.jun.2017 (segunda-feira) – 6h00
atualizado: 26.jun.2017 (segunda-feira) – 15h03

A lista tríplice com as sugestões para o presidente da República escolher quem será o sucessor de Rodrigo Janot será conhecida nesta 3ª feira (27.jun.2017), pouco depois das 18h. É quando termina a consulta informal organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Os 3 nomes mais votados têm servido para o presidente da República definir quem será o chefe do Ministério Público. Tem sido assim desde quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o Planalto, em 2003. Não há, entretanto, uma regra que obrigue Michel Temer a seguir essa tradição.

Poder360 conversou com todos os 8 candidatos à sucessão de Rodrigo Janot nas últimas semanas. Todos eles são subprocuradores-gerais da República, que é o cargo mais alto ao qual um procurador pode chegar no MPF.

A votação será feita em computadores registrados, espalhados pelas unidades do MPF em todo o país. A votação usa um sistema desenvolvido pela própria PGR.

Uma senha foi distribuída aos 1.148 procuradores aptos a votar. Esse pequeno grupo escolherá –se Michel Temer seguir a tradição de respeitar a lista tríplice– o próximo procurador-geral, um cargo cujo poder político cresceu de forma exponencial durante os 2 mandatos de Rodrigo Janot (de 2013 a 2017).

Os mandatos de procurador-geral são de 2 anos. Não há limites para a recondução. Janot termina o seu mandato atual em 17 de setembro de 2017.

Clique nos nomes para ler as entrevistas na íntegra:

Há alguns consensos entre os candidatos.

a) A maioria acredita que a sucessão na PGR não põe em risco a continuidade das investigações da Lava Jato e outras operações contra a corrupção.

b) Acham pouco provável que Temer ignore a lista tríplice a ser eleita pelos procuradores (o presidente não é obrigado a indicar alguém da lista, mas esta tem sido a prática nos últimos anos).

c) Há ainda críticas pontuais ao trabalho de Rodrigo Janot à frente da Lava Jato. Para Carlos Frederico, por exemplo, a Lava Jato em Brasília não tem conseguido atingir os mesmos resultados que a Lava Jato em Curitiba.

d) Os candidatos também mostram preocupações com as restrições orçamentárias que o MP sofrerá nos próximos anos. Principalmente por causa do “Novo Regime Fiscal” aprovado pelo Congresso no fim do ano passado, com a promulgação da PEC do Teto.

e) Há também muitas críticas à atuação do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). O órgão tem a função de coibir condutas inadequadas dos procuradores e é considerado excessivamente rígido.
Os candidatos criticam uma resolução sobre a atividade política dos procuradores (íntegra).  No fim de 2016, o CNMP decidiu que os integrantes do MPF deveriam evitar publicações de conteúdo político em redes sociais, entre outros pontos.

f) Por fim, nenhum deles admite que existam “privilégios” no MPF, cujos servidores fazem parte da elite do funcionalismo público.

As posições sobre este tema variam: Raquel Dodge propôs (em debate na última 6ª feira) estender aos aposentados o auxílio-moradia dado aos colegas da ativa. Carlos Frederico dos Santos propõe direcionar mais recursos aos ramos do MPF nos Estados.

A Lava Jato e a sucessão na PGR

Leia abaixo frases de cada um dos candidatos sobre o futuro da Lava Jato e a sucessão na PGR:

  • Carlos Frederico dos SantosO respeito à Lista Tríplice para PGR elaborada pela ANPR (…) tem consequências políticas muito mais amplas do que a Lava Jato. 
  • Eitel Santiago: (…) penso que o futuro PGR, oriundo ou não da lista tríplice, não colocará em risco o combate à corrupção. 
  • Ela Wiecko: As investigações dependem de muitos membros e não apenas do PGR, de modo que o corpo de procuradores pode manter a condução dos processos independentemente da chefia do MPF (…).
  • Franklin CostaNenhum PGR que venha assumir colocará em risco a continuidade da Lava Jato.
  • Mario BonsagliaNão tenho visto nenhum sinal concreto de que a lista vá ser ignorada. Eu tenho sentido, e o presidente já deu declarações públicas de que respeitará a lista. 
  • Nicolao Dino: Não apenas como procurador, mas como cidadão brasileiro a minha expectativa é no sentido de garantias do trabalho, garantias do funcionamento do Ministério Público (…).
  • Raquel DodgeO que eu posso assegurar é que, do ponto de vista do MPF, não haverá nenhuma descontinuidade, nenhum retrocesso, no tocante às atribuições (…).
  • Sandra Cureau: Inicialmente, não creio que o presidente da República irá ignorar a lista (…). Não acredito que o presidente Temer aceite se submeter ao desgaste político que isso traria.

http://www.poder360.com.br/justica/saiba-o-que-pensam-os-candidatos-a-sucessao-de-rodrigo-janot-na-pgr/

Folha de São Paulo: Cotados à vaga de Janot defendem lista tríplice e prometem manter Lava Jato.

Pedro Ladeira/Folhapress
Debate entre os candidatos a procurador-geral da república Folha e pelo "Jota"
Debate entre os candidatos a procurador-geral da República promovido pela Folha e pelo “Jota”

REYNALDO TUROLLO JR.
DE BRASÍLIA

23/06/2017  15h53 – Atualizado às 22h05

Em debate realizado nesta sexta-feira (23) em Brasília, cinco candidatos que disputam as vagas na lista tríplice para a PGR (Procuradoria-Geral da República) defenderam que o presidente Michel Temer nomeie um dos três nomes mais votados e prometeram manter a Operação Lava Jato.

Houve divergências, por outro lado, sobre temas pontuais relativos aos acordos de delação premiada e o ritmo da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal) quando comparado com o de processos na primeira instância.

Participaram do debate no UniCEUB cinco dos oito postulantes ao cargo, os subprocuradores-gerais Ela Wiecko, Franklin Rodrigues da Costa, Mario Bonsaglia, Raquel Dodge e Sandra Cureau. O evento foi promovido pela Folha em parceria com o site jurídico “Jota”.

O ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto fez o discurso de abertura do encontro, mediado pelos jornalistas Leandro Colon, diretor da Sucursal de Brasília da Folha, e Márcio Falcão, do “Jota”. “O desafio não é investir na fulanização. O desafio é investir na institucionalidade. As pessoas passam e as instituições ficam”, discursou Ayres Britto.

A eleição para a lista tríplice será realizada na próxima terça (27) pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), que entregará a Temer três nomes, por ordem de número de votos.

Pela Constituição, o presidente pode nomear qualquer integrante do MPF (Ministério Público Federal) com mais de 35 anos de idade, mas, desde 2003, convencionou-se indicar o primeiro mais votado. Em entrevistas, Temer deu sinais de que pode não manter a tradição. O mandato do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, termina em 17 de setembro.

Os concorrentes que estiveram no debate afirmaram que qualquer um dos três nomes da lista terá legitimidade para chefiar a PGR. “Entendo que toda a categoria ficaria extremamente frustrada se ele [Temer] não escolhesse um integrante da lista”, disse Sandra.

“Considero a lista uma importante ferramenta para aferir a legitimidade e a credibilidade para exercer esse cargo que é de muita visibilidade e complexidade”, afirmou Raquel. “É uma ferramenta que evita uma escolha predominantemente político-partidária e é um instrumento para frear esse tipo de ingerência em atividade que é de Estado, e não de governo.”

Assista à integra do debate

Também foi consenso entre os subprocuradores-gerais que é normal que os candidatos mantenham diálogos com políticos –uma vez que, após a formação da lista tríplice, a escolha é do presidente e o indicado precisa passar por sabatina no Senado.

“É da praxe se apresentar aos senadores, conversar. Eu sempre me pautei pelo seguinte: enquanto estou na disputa pela lista, não faço contato político nenhum. Agora, depois, a gente precisa conversar”, disse Ela Wiecko. “Só que as coisas mudaram. As conversas que tive naquela época [em outras eleições] não tenho condições de fazer agora porque o campo está tão minado…”, completou.

“Claro que eu também conversarei com senadores, e não acredito que todos sejam corruptos. Não acho que o campo seja tão minado assim”, discordou Sandra.

“O momento de fazer esses contatos políticos é o momento em que já se está na lista. Agora, o limite da conversa é o da integridade e da ética, não o limite da troca”, afirmou Raquel.

Na opinião de Costa, os diálogos são legítimos para os candidatos se apresentarem. “Essa visita protocolar é necessária até para o parlamentar conhecê-lo. O PGR também é um agente político e tem que lidar com essas coisas”, afirmou.

LAVA JATO

Questionados sobre eventuais excessos da Lava Jato e se pretendem mantê-la, todos responderam que não há como encerrar a operação. Para Ela Wiecko, no entanto, é difícil garantir qual ritmo ela terá, pois não depende apenas do Ministério Público, mas também de agentes da Polícia Federal e do Judiciário. “Vocês perguntam: ‘Vão manter [a Lava Jato]?’ Mas é claro”, afirmou.

“O que se pensa hoje que seja abuso [da Lava Jato], na verdade, é a aplicação da nova legislação [como a das delações]. No meu entendimento, não há excesso, o que há é uma legislação nova a que nós não estávamos acostumados”, disse Costa. “Vamos continuar, não há como parar. Primeiro porque as investigações estão em curso, e segundo porque temos nomes e a sociedade quer saber se são inocentes ou culpados.”

Bonsaglia prometeu dar “todo o apoio aos trabalhos das forças-tarefas de Curitiba, do Rio, de São Paulo e nos demais Estados onde houver desdobramentos”. Como candidato “independente” em relação aos grupos políticos existentes no MPF, disse Bonsaglia, “os atuais investigadores da Lava Jato na PGR se sentirão à vontade de continuar trabalhando comigo”.

Na avaliação de Raquel, a Lava Jato ganhou força e popularidade por causa de três pilares, que devem ser mantidos: ninguém está acima da lei, é possível combater a corrupção com as leis que existem e é preciso ser célere. “Esse trabalho de combate à corrupção não só é dever como deve ser prioridade do Ministério Público”, declarou.

“Combater a corrupção e a sonegação fiscal traz efeito benéfico indireto à saúde e à educação também”, completou Bonsaglia, porque interrompe desvios e recupera dinheiro de impostos.

“Não há dúvida de que a Lava Jato é extremamente importante e deve continuar. No entanto, distingo o trabalho de Curitiba do trabalho realizado na PGR atualmente”, pontuou Sandra, que frisou não ser da equipe de Janot. “Nos Estados, a tônica é a celeridade e resultados concretos e imediatos. O ministro [do STF, Luís Roberto] Barroso já falou que o Supremo não tem estrutura para investigar e processar um grande número de investigados. Entendo que, se o foro [privilegiado] for mantido, teremos que, junto ao Supremo, priorizar os casos mais graves sob pena de haver prescrição.”

DELAÇÕES

Os cinco concorrentes disseram que a lei de 2013 que criou regras para as delações premiadas é importante para o combate à corrupção organizada. Raquel disse que já havia feito uso de colaborações na década de 1990, para desbaratar um esquema de corrupção e até homicídios do qual participava o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal. “Não é uma coisa nova, é uma coisa antiga”, disse. Raquel ponderou, porém, que os benefícios precisam ser proporcionais ao material entregue pelo colaborador.

“Acho que a lei veio para combater as organizações criminosas, mas aqui no Brasil não foi um acordo, não foi um negócio jurídico. É o caso dos irmãos Batista [donos da JBS], que efetuaram uma delação e tiveram como contraprestação uma total impunidade”, criticou Sandra.

Costa, por outro lado, afirmou que está na lei a possibilidade de oferecer imunidade penal aos colaboradores, como ocorreu na delação da JBS. “Não se pode fazer crítica ao que foi feito [por Janot] em função do resultado até o momento. O delator vai ter que cumprir as condições a que se propôs. Então, entendo que não haveria crítica a se fazer, em função do escopo que a delação trouxe”, disse.

A delação da JBS levou à abertura de inquérito sobre o presidente Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros políticos.

*

CONHEÇA OS CANDIDATOS

Quem concorre à chefia da Procuradoria-Geral da República

Participaram do debate

Página gráfica sobre a eleição à PGR - ELA WIECKO

Ela Wiecko
Ingresso no MPF: 1975
É subprocuradora-geral da República e docente na UnB. Atua no STF em matéria cível, sendo conhecida por ligação com a causa indígena. Deixou de ser vice de Janot após participar de um protesto anti-impeachment

“Tem que ter algumas regras com referência às formas de cumprimento de penas [de delatores]. Tive um caso em que a pessoa disse: ‘Eu só aceito a colaboração se eu ficar na PF, se eu for para a Papuda eu não quero’. Essas coisas têm que ser regradas”

Página gráfica sobre a eleição à PGR - FRANKLIN RODRIGUES DA COSTA

Franklin da Costa
Ingresso no MPF: 1989
É subprocurador-geral da República, tendo sido procurador dos direitos do cidadão e eleitoral e professor na UnB. É tido como “outsider”

“O que se pensa hoje que seja abuso, na verdade, é a aplicação da nova legislação. Vamos continuar, não há como parar. Primeiro porque as investigações estão em curso, e segundo porque temos nomes e a sociedade quer saber se são culpados”

Página gráfica sobre a eleição à PGR - MARIO LUIZ BONSAGLIA

Mario Luiz Bonsaglia
Ingresso no MPF: 1991
É subprocurador-geral da República com atuação criminal no STJ e vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Em 2015, ficou em segundo lugar na lista tríplice

“Todo o apoio será dado aos trabalhos da Operação Lava Jato pela força-tarefa de Curitiba, do Rio, de São Paulo e nos demais Estados onde houver desdobramentos. A tendência é o trabalho aumentar, então temos que reforçar a equipe”

Página gráfica sobre a eleição à PGR - RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE

Raquel Dodge
Ingresso no MPF: 1987
É subprocuradora-geral da República com atuação no STJ na área criminal e integra a Câmara que trata de assuntos relacionados ao consumidor. Faz oposição a Janot e, em 2015, ficou em terceiro lugar na lista tríplice

“A corrupção é um mal em si. Ela confunde o público com o privado. [A Lava Jato no STF] Tem que merecer o cuidado do pró-ximo procurador-geral para aumentar a celeridade, é de interesse da sociedade que a punição seja mais próxima do crime”

Página gráfica sobre a eleição à PGR - SANDRA CUREAU

Sandra Cureau
Ingresso no MPF: 1976
É subprocuradora-geral da República e já foi vice-procuradora-geral da República e vice-procuradora-geral eleitoral com atuação perante o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Declara-se de oposição a Janot

“Não há dúvida de que a Lava Jato é extremamente importante para o país e deva continuar. No entanto, distingo o trabalho de Curitiba do trabalho realizado na PGR atualmente. Nos Estados, a tônica é a celeridade e resultados concretos e imediatos”

Não participaram do debate

Página gráfica sobre a eleição à PGR - CARLOS FREDERICO SANTOS

Carlos Frederico Santos
Ingresso no MPF: 1991
É subprocurador-geral da República com atuação na área criminal no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e membro do Conselho Superior do MPF. Concorreu em 2015, quando fez oposição a Janot

Página gráfica sobre a eleição à PGR - EITEL SANTIAGO DE BRITO PEREIRA

Eitel Santiago Pereira
Ingresso no MPF: 1984
É subprocurador-geral da República, atua no STJ e leciona direito constitucional da UFPB. Concorreu pela última vez em 2009 e é mais conhecido entre os procuradores mais antigos

Página gráfica sobre a eleição à PGR - NICOLAO DINO

Nicolao Dino
Ingresso no MPF: 1991
É subprocurador-geral da República, vice-procurador-geral eleitoral e professor de direito na UnB. Apontado como o mais próximo de Janot, pediu cassação da chapa Dilma-Temer no TSE

O que faz o procurador-geral

O procurador-geral da República é o posto mais alto do Ministério Público Federal. Na área penal, por exemplo, é responsável por processar políticos com foro perante o STF

O atual

Página gráfica sobre a eleição à PGR - Janot

O mandato do atual, Rodrigo Janot, termina em 17 de setembro. Janot foi indicado por Dilma Rousseff, em 2013, e reconduzido em 2015 -nas duas ocasiões, ele foi o mais votado. Hoje, ele investiga Temer

Como é a eleição

eleição na PGR
  1. A Associação Nacional dos Procuradores da República promove uma votação, na próxima terça (27)
  2. Entrega ao presidente uma lista com três nomes, por ordem de votos
  3. Pela Constituição, o presidente Michel Temer pode indicar qualquer procurador da carreira. Porém, desde 2003, o primeiro da lista tem sido escolhido
  4. Não há prazo para Temer fazer a indicação. Antes da nomeação, há sabatina no Senado

 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1895481-cotados-a-vaga-de-janot-defendem-lista-triplice-e-prometem-manter-lava-jato.shtml?cmpid=newsfolha

G1 – Candidatos à PGR participam de debate antes de eleição da lista tríplice.

Os oitos candidatos ao cargo de procurador-geral da República participaram nesta quinta-feira (22) de um debate em Brasília. A eleição da chamada lista tríplice está prevista para o próximo dia 27.
Atual chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, no cargo desde 2013, decidiu não disputar o terceiro mandato. Ele deixará a função em setembro.
Participaram do debate desta quinta: Eitel Pereira, Ela Wiecko, Franklin da Costa, Frederico Santos, Mario Bonsaglia, Nicolao Dino, Raquel Dodge e Sandra Cureau.
O debate foi o último organizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
Cerca de 1,2 mil integrantes do Ministério Público Federal estão aptos a votar na eleição da semana que vem. Os três mais votados comporão a lista tríplice a ser enviada ao presidente Michel Temer.
Temer não é obrigado a nomear o mais votado ou sequer um dos três que formarem a lista, mas a prática de nomear o mais votado foi adotada pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Entre os principais temas do debate desta quinta estavam a Operação Lava Jato, acusações de “atividade político-partidária” do Ministério Público Federal, vazamentos de documentos sigilosos e questões internas do órgão.
 

Sucessor de Janot

Em maio de 2016, quando assumiu interinamente a Presidência da República, Temer disse que manteria a tradição de escolher o nome mais votado na lista tríplice.
Em abril deste ano, porém, segundo informou o colunista de “O Globo” Lauro Jardim, o peemedebista não garantiu que seguiria a lista.
A suposta possibilidade de Temer indicar um procurador que não estiver na lista tríplice preocupa integrantes do Ministério Público. Eles avaliam que isso pode ferir a independência do órgão.
Após a definição da lista tríplice e a definição pelo presidente do nome para assumir a PGR, o indicado será submetido a sabatina no Senado e precisará ter a indicação aprovada pelos parlamentares.

Lava Jato e combate à corrupção

Todos os candidatos afirmaram que pretendem intensificar a atuação do Ministério Público no combate à corrupção. Veja o que eles disseram:
Eitel Pereira: “O MPF tem recebido o aplauso da sociedade brasileira por força do protagonismo que assumiu no combate à corrupção. Aos 61 anos de idade eu poderia me aquietar, mas o MP vive um momento de tensão e trago meu nome aos colegas para tentar refazer o diálogo entre os agentes de todos os Poderes, para a preservação das nossas prerrogativas, para que possamos cumprir com os deveres e proteger a democracia”.
Ela Wiecko: “A firme atuação do MPF, em decorrência da Lava Jato, provoca revides que em risco os deveres, os poderes, as prerrogativas e as garantias de todo o Ministério Público. No caso do MPU, afetando não só a autonomia financeira como também a remuneração de membros e servidores. Nesse campo, reafirmo meu compromisso de não permitir que o Ministério Público seja enfraquecido pela perda de poderes, prerrogativas, garantias, orçamento e remuneração”.
Franklin da Costa: “A Lava Jato não tem como parar. No gabinete do PGR, as investigações têm que continuar em decorrência dos fatos que apareceram e que tem aparecido ultimamente. Nós temos um compromisso de continuar conduzindo a Lava Jato, porque os fatos são graves e não há como fugir das investigações”.
Frederico Santos: “Tenho convicção que, se eleito, nós podemos fazer um MPF melhor, funcional, que realmente atenda aos anseios da sociedade. Um MPF que não viva de listas, mas de condenações”.
Mario Bonsaglia: “Darei continuidade, naturalmente, à Operação à Lava Jato, dando todo apoio necessário à continuidade dos trabalhos em curso nas forças-tarefa e também no âmbito da Procuradoria-Geral da República”.
Nicolao Dino: “É necessário fortalecer as linhas de investigação em curso não apenas em relação à Lava Jato, mas em todos os casos de enfrentamento da macrocriminalidade. É um compromisso inarredável, é um compromisso firmado”.
Raquel Dodge: “Tenho o compromisso em apoiar o enfrentamento da corrupção e a Lava Jato. Vou convidar os atuais integrantes a permanecer no trabalho e, eventualmente, vou aumentar a equipe”.
Sandra Cureau: “Combaterei a corrupção sistêmica que mina as nossas instituições tanto na esfera penal, quanto eleitoral e administrativa. Darei continuidade à Operação Lava Jato e às forças tarefas”.

Investigação de presidente

Durante o debate, dois candidatos divergiram sobre a possibilidade de investigação de presidentes da República por atos praticados antes do exercício do mandato.
A Constituição prevê que um presidente não pode ser responsabilizado por fatos anteriores ao mandato.
Um dos candidatos afirmou ser favorável à abertura de inquéritos que tenham o presidente da República como alvo, mas contrário à apresentação de uma denúncia.
Outro candidato disse ser contrário à abertura de inquéritos para apurar praticados antes do exercício do mandato.

Outros temas

Os candidatos também discutiram sobre as recorrentes afirmações de investigados na Lava Jato de que o Ministério Público tem atuado de forma política.
Eles se dividiram sobre o conceito da regra que proíbe procuradores de exercerem atividade político-partidária.
Parte dos candidatos disse que procuradores devem evitar fazer manifestações políticas para não comprometer as suas atividades.
Por outro lado, outros candidatos disseram que tal restrição não pode se confundir com a liberdade de expressão a que todos os cidadãos têm direitos.

http://g1.globo.com/politica/noticia/candidatos-a-pgr-fazem-ultimo-debate-antes-de-eleicao-da-lista-triplice.ghtml